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terça-feira, 22 de março de 2011

A VERSÃO DOS PAIS DELE - Consequências das Inconsequências

Claro que a desgraça não estava completa, o dilúvio tinha apenas começado, apesar de eu ter soltado a pomba antes do tratado com meus pais (depois do casamento). Não tinha cajado que me defendesse naquele momento, era a hora da verdade.

Minha sogra, depois de ter brincado de detetive e achado as peças do quebra cabeça que à levaram para meus peitos inchados, e uma cartinha reveladora, claro que falou com o marido, e ligou para o filho também, só que ela já falou de pronto que sabia de tudo. Meu ex tinha até a alternativa de fugir, mas ele simplesmente contou ao irmão que tinha me embuchado, e foi para casa dele encarar as feras.

Chegando lá... eles conversaram, se bateram, conversaram, gritaram, se bateram... Não necessáriamente nesta mesma ordem. Enfim a coisa foi feia, o filho mais velho tinha decepcionado os pais que tanto investiram nele, acreditaram... Hoje como mãe eu consigo ver essa cena de um outro ângulo! É duro, mas fazer oque? O bacurizinho já tava na barriga, o negócio foi todo mundo se conversar.

Então depois das porradas diversas que contou com sapatada e tudo mais (não sei se sapatada para eles é insulto, mas fedorento deve ser!). Neste momento eu estava lá presenciando os fatos mais sórdidos. Teve uma hora que tanto o pai quanto a mãe se juntaram para bater nele... Como uma boa grávida, eu fiz uma coisa que só consegui fazer essa vez na minha vida, desmaiei!

No desmaio, eu tive um sangramento, que foi um descolamento de placenta, e desse momento em diante, eu estaria de repouso, até o bebê nascer!

segunda-feira, 21 de março de 2011

JEITO FÁCIL DE CONTAR A GRAVIDEZ (Como meus pais ficaram sabendo)

Bom... Continuando a saga...

Realmente eu estava gravida! Meus peitos incharam de um jeito que a minha sogra já estava desconfiando.

Lembra que eu disse sobre as cartinhas que escrevia para meu namorado e tudo mais?

Então, um belo dia, ele e outro irmão foram doar sangue no período da manhã. A mãe dele, feliz com a iniciativa dos filhos, foi toda contente arrumar o quarto deles, foi quando ela afofou o travesseiro e caiu uma das minhas cartinhas apaixonadas.

Ela com a pulga obesa atrás da orelha neh, não resistiu e abriu a cartinha! E para a surpresa dela, lá estava escrito várias coisas que para ela converteu-se em uma só: QUE EU ESTAVA GRÁVIDA!

O primeiro passo da minha sogra, foi pegar o telefone e ligar para minha mãe. Detalhe, isso as 8h da manhã, minha mãe estava dormindo e eu estava estudando - cursava o segundo colegial na época. Ela de pronto contou para minha mãe o que lera, e minha mãe por sua vez também pegou o telefone, mas ligou para a escola, disse para avisarem que era para eu ir para casa, e eu fui. Antes não tivesse ido!

Eu sai da escola que nem uma louca, como não sabia o assunto, fui correndo pensando uqe poderia ter acontecido algo com meu pai, ou na família... Tudo me passava pela cabeça, menos o fato deles descobrirem minha gravidez, ainda mais tão rápido, porque tudo isso ocorreu, e eu estava ainda na terceira semana. Bom, mas continuando... Cheguei em casa, subi correndo as escadas, e a minha mãe estava parada, encostada na bancada de granito da cozinha, com uma cara séria e meu irmão de frente para ela.

- FALA PRA MIM QUE VOCÊ NÃO TÁ GRAVIDA... E falou meu nome inteiro, o que significa que ela estava muito, mas muito brava! Ai eu só abaixei a cabeça e deixei ela falar... E ela falou, falou, falou, quando ela pediu para eu responder alguma coisa, não lembro o que foi, sei que foi a hora marcante, a do tapa na cara. Olha... sinceramente, um tapa na cara dói mais do que uma surra, meche com seu brio, deixa você mesmo envergonhado, ainda mais quando não se está com a razão.

Contudo, fui falar com meu pai, e ai levei outra porrada, mas em palavras. Ele simplesmente disse uma frase que acabou comigo: - VOCÊ ME DECEPCIONOU! - Putz... aquilo era o fim, cada um acabou comigo do seu jeito, mas os dois doeram muuuuuuito!